quarta-feira, 30 de outubro de 2013

EDUCAÇÃO E SEXUALIDADE

            A aula de educação e sexualidade do dia 18/10/13 iniciou através de uma dinâmica, onde a professora Ana Raquel dividiu a turma em duas equipes, através da divisão cada membro das equipes recebeu um pedaço de papel e nele um grupo colocou o que se entende por sexo e o outro grupo o que se entende por sexualidade.
            Em seguida foram distribuídos balões coloridos, a intenção seria escolher aquele que sua cor mais agradasse, ao enchermos os balões colocamos dentro deles os pedaços de papeis com os conceitos de educação e sexualidade.
            A segunda etapa da dinâmica foi ao som dos Tribalhista com a música “já sei namorar” escolhida pela professora Ana Raquel.
            Ao iniciar a música as alunas dançaram sem deixar o balão cair no chão, ao termino da música estouramos os balões e lemos quais foram os conceitos de sexo e sexualidade colocados dentro deles.
Definição de sexo
• Definição de gênero;
• Ato sexual;
• Fantasia/ escolha;
• Saúde/ bem estar.
Definição de sexualidade
• Diversas formas de obter prazer;
• Comportamento sexual;
• Forma de viver e encarar o sexo;
• Expressar o prazer sexual;
• Descobrir a sexualidade;
• Interesses;
• Personalidade.
       

             Finalizando a dinâmica houve o intervalo e logo após retomamos a aula com a leitura do texto: Série Saúde Preventiva: Conversando sobre Sexualidade. Segue abaixo o texto citado e a música usada para a dinâmica.

            A sexualidade é algo que vamos aprendendo e experimentando durante toda a vida. Aprendendo? Pois é, diferente do que muita gente pensa, a sexualidade não é um processo biológico, que só tem a ver com os órgãos sexuais e os hormônios. As sociedades e as pessoas vão formando sua compreensão e vivência da sexualidade ao longo do tempo. Os comportamentos, os desejos, as ideias são tanto individuais quanto sociais.
            Como as pessoas e as sociedades mudam a sexualidade também muda. Até pouco tempo atrás se pensava que as mulheres não sentiam desejo sexual e só transavam para engravidar e satisfazer seu marido. Já os homens podiam transar quando quisessem com quem quisessem e quanto mais cedo começassem, melhor!
            Muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito. Se não, como explicar o fato de que as mulheres, jovens ou adultas, sejam chamadas de "galinhas" quando ficam com muitos rapazes ou se já tiveram muitos namorados? Em que elas são diferentes dos homens, que têm muito mais liberdade e se relacionam com quem quiserem?
            E as discriminações que os gays e lésbicas sofrem todos os dias? Não podem namorar na frente de ninguém e nem mesmo apresentar para suas famílias as pessoas por quem estão apaixonados/as! Tudo isso é muito injusto e causa sofrimento. E é por isso que as pessoas, principalmente as mais jovens, terminam por pensar e viver a sexualidade como se fosse uma coisa feia, misteriosa, cheia de proibições e medos, quando deveria ser uma experiência boa, que dá alegria e prazer.
            Muitas pessoas acreditam que a sexualidade é uma necessidade física, como comer, beber água, fazer xixi. Um instinto, como se diz por aí. Mas, se vocês pensarem bem nas suas próprias experiências, num instante vão descobrir que é bem diferente, não é?
            Para o desejo acontecer não basta apenas a ação dos hormônios, mesmo eles sendo muito fortes na adolescência. O fundamental é que a pessoa se sinta estimulada e aí pode ser uma lembrança, uma imagem, um toque, um cheiro, uma música e tantas outras coisas...
            Têm momentos da vida em que o tesão fica mais forte, em outros ele nem aparece, e isso é completamente normal. Afinal, a vida de todo mundo é repleta de muitos acontecimentos, bons e maus, e isso se reflete na sexualidade. Os afetos também são muito importantes. Gostar de alguém, ter carinho, amizade, respeito, confiança levam as pessoas a querer ficar juntas, se conhecer, se tocar, ter prazer uma com a outra.
            Além disso, na vivência da sexualidade também entra o pensamento, não é só emoção; a razão funciona o tempo todo e é o que faz as pessoas escolherem o momento, o/a parceiro/a, o que se quer, ou não, experimentar.
            Também é muito comum se pensar que sexualidade é apenas transar, ou seja, algo que acontece entre duas pessoas, jovens ou adultas, onde tem que haver contato entre os órgãos genitais e penetração do pênis na vagina.
            Esta é uma forma muito antiga de se pensar na sexualidade e está ligada à idéia de que transar tem a ver só com reprodução, com engravidar e ter filhos/as. Mas reproduzir é apenas uma das coisas que pode acontecer quando as pessoas mantêm relações sexuais, só que não é a única.
            Uma experiência sexual legal e gostosa oferece muitas outras possibilidades. Pode ser realizada sozinho/a ou com outra pessoa. Beijar, abraçar, acariciar, cheirar, tocar, lembrar, imaginar, podem dar muito prazer e alegria, não é verdade?
            É possível experimentar várias coisas com o próprio corpo e com o das outras pessoas, só não vale quando provoca sensações desagradáveis, dor, angústia, medo nas pessoas envolvidas, ou quando um dos dois não está a fim.
            Na vivência sexual não se pode nunca obrigar alguém a fazer o que não está com vontade, nem permitir que os outros façam isto com você. É um direito de todas as pessoas não se submeterem a atos que não desejam. Infelizmente ainda é muito comum que os rapazes queiram transar com as namoradas dizendo que assim elas estão lhe dando
            “uma prova de amor”. Isto é um grande absurdo, pois transar com quem se gosta pode ser ato de amor, Paixão, carinho, respeito, mas nunca pode ser “prova” de nada. Fazer sexo é uma experiência maravilhosa, que deve ser compartilhada e desejada pelas pessoas que estão envolvidas, não deve ser jamais uma obrigação, um constrangimento e muito menos um ato de violência.
Apoio:
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