quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Qual a definição de Sexualidade Humana?

            O termo Sexualidade é bastante amplo, envolve vários fatores da personalidade, do comportamento e do sentimento humano.
            O sexo genético, através dos cromossomos (XY) para o homem e (XX) para a mulher, os hormônios inerentes a cada sexo e genitália formada de pênis e testículos para caracterizar o homem e vagina para caracterizar a mulher, não são os únicos fatores que encerram o termo sexualidade humana.
            Os papéis sociossexuais, imposto pelos valores culturais, absorvidos desde a infância caracterizam e moldam cada sexo.
            Os elementos abaixo referidos são aspectos que integram o conjunto de características que chamamos de sexualidade.
            A sexualidade própria de cada pessoa, a meiguice, carinhos, carências, os afetos, impulsos sexuais, socialização, agressividade, a forma cortez ou grotesca de se comunicar com os outros, a colocação da voz através do seu timbre, tonalidade e velocidade, o nível de simpatia ou antipatia, a maneira de se vestir e se reproduzir, o grau de inibição e a capacidade de atrair o outro, as preferencias sexuais, desejos, fantasias, as manifestações da excitação e do orgasmo, a beleza física e a disposição anatômica das formas do corpo, etc.,  caracterizam o que chamamos de sexualidade.
            Portanto, o termo sexualidade é bastante amplo, dinâmico e mutável, pode ser empregado em vários sentidos, e varia desde o educativo ao pornográfico, do terapêutico ao erótico.

Autor: Luís B. Meira




quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Educação e Sexualidade
Troca de Sapatos

            No dia 25/10/2013 Iniciamos a aula através de uma dinâmica, onde as alunas formaram um círculo e tiraram os seus calçados colocando a sua frente, em seguida fomos orientadas a dar quatro passos para direita e calçar o sapato da colega, isso procedeu ao som da banda Roupa Nova ouvindo a música “Sapato Velho,” após a primeira troca andamos aleatoriamente pela sala e quando ouvíamos o som do apito trocaríamos o sapato com outra colega, quando houve o último apito calçamos os nossos verdadeiros calçados, e desejamos bom dia abraçando e sorrindo para as colegas.
            Após a dinâmica a turma conversa sobre as dificuldade e facilidades de calçar o sapato da outra pessoa, onde foi questionada como é importante se colocar no lugar do outro antes de julgar, apontar o dedo e falar sem saber o que se passa na vida da mesma.
            É necessário saber que temos vidas e personalidades diferentes, um dos outros e nem sempre vamos agradar a todos com a mesma proporção.



EDUCAÇÃO E SEXUALIDADE

            A aula de educação e sexualidade do dia 18/10/13 iniciou através de uma dinâmica, onde a professora Ana Raquel dividiu a turma em duas equipes, através da divisão cada membro das equipes recebeu um pedaço de papel e nele um grupo colocou o que se entende por sexo e o outro grupo o que se entende por sexualidade.
            Em seguida foram distribuídos balões coloridos, a intenção seria escolher aquele que sua cor mais agradasse, ao enchermos os balões colocamos dentro deles os pedaços de papeis com os conceitos de educação e sexualidade.
            A segunda etapa da dinâmica foi ao som dos Tribalhista com a música “já sei namorar” escolhida pela professora Ana Raquel.
            Ao iniciar a música as alunas dançaram sem deixar o balão cair no chão, ao termino da música estouramos os balões e lemos quais foram os conceitos de sexo e sexualidade colocados dentro deles.
Definição de sexo
• Definição de gênero;
• Ato sexual;
• Fantasia/ escolha;
• Saúde/ bem estar.
Definição de sexualidade
• Diversas formas de obter prazer;
• Comportamento sexual;
• Forma de viver e encarar o sexo;
• Expressar o prazer sexual;
• Descobrir a sexualidade;
• Interesses;
• Personalidade.
       

             Finalizando a dinâmica houve o intervalo e logo após retomamos a aula com a leitura do texto: Série Saúde Preventiva: Conversando sobre Sexualidade. Segue abaixo o texto citado e a música usada para a dinâmica.

            A sexualidade é algo que vamos aprendendo e experimentando durante toda a vida. Aprendendo? Pois é, diferente do que muita gente pensa, a sexualidade não é um processo biológico, que só tem a ver com os órgãos sexuais e os hormônios. As sociedades e as pessoas vão formando sua compreensão e vivência da sexualidade ao longo do tempo. Os comportamentos, os desejos, as ideias são tanto individuais quanto sociais.
            Como as pessoas e as sociedades mudam a sexualidade também muda. Até pouco tempo atrás se pensava que as mulheres não sentiam desejo sexual e só transavam para engravidar e satisfazer seu marido. Já os homens podiam transar quando quisessem com quem quisessem e quanto mais cedo começassem, melhor!
            Muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito. Se não, como explicar o fato de que as mulheres, jovens ou adultas, sejam chamadas de "galinhas" quando ficam com muitos rapazes ou se já tiveram muitos namorados? Em que elas são diferentes dos homens, que têm muito mais liberdade e se relacionam com quem quiserem?
            E as discriminações que os gays e lésbicas sofrem todos os dias? Não podem namorar na frente de ninguém e nem mesmo apresentar para suas famílias as pessoas por quem estão apaixonados/as! Tudo isso é muito injusto e causa sofrimento. E é por isso que as pessoas, principalmente as mais jovens, terminam por pensar e viver a sexualidade como se fosse uma coisa feia, misteriosa, cheia de proibições e medos, quando deveria ser uma experiência boa, que dá alegria e prazer.
            Muitas pessoas acreditam que a sexualidade é uma necessidade física, como comer, beber água, fazer xixi. Um instinto, como se diz por aí. Mas, se vocês pensarem bem nas suas próprias experiências, num instante vão descobrir que é bem diferente, não é?
            Para o desejo acontecer não basta apenas a ação dos hormônios, mesmo eles sendo muito fortes na adolescência. O fundamental é que a pessoa se sinta estimulada e aí pode ser uma lembrança, uma imagem, um toque, um cheiro, uma música e tantas outras coisas...
            Têm momentos da vida em que o tesão fica mais forte, em outros ele nem aparece, e isso é completamente normal. Afinal, a vida de todo mundo é repleta de muitos acontecimentos, bons e maus, e isso se reflete na sexualidade. Os afetos também são muito importantes. Gostar de alguém, ter carinho, amizade, respeito, confiança levam as pessoas a querer ficar juntas, se conhecer, se tocar, ter prazer uma com a outra.
            Além disso, na vivência da sexualidade também entra o pensamento, não é só emoção; a razão funciona o tempo todo e é o que faz as pessoas escolherem o momento, o/a parceiro/a, o que se quer, ou não, experimentar.
            Também é muito comum se pensar que sexualidade é apenas transar, ou seja, algo que acontece entre duas pessoas, jovens ou adultas, onde tem que haver contato entre os órgãos genitais e penetração do pênis na vagina.
            Esta é uma forma muito antiga de se pensar na sexualidade e está ligada à idéia de que transar tem a ver só com reprodução, com engravidar e ter filhos/as. Mas reproduzir é apenas uma das coisas que pode acontecer quando as pessoas mantêm relações sexuais, só que não é a única.
            Uma experiência sexual legal e gostosa oferece muitas outras possibilidades. Pode ser realizada sozinho/a ou com outra pessoa. Beijar, abraçar, acariciar, cheirar, tocar, lembrar, imaginar, podem dar muito prazer e alegria, não é verdade?
            É possível experimentar várias coisas com o próprio corpo e com o das outras pessoas, só não vale quando provoca sensações desagradáveis, dor, angústia, medo nas pessoas envolvidas, ou quando um dos dois não está a fim.
            Na vivência sexual não se pode nunca obrigar alguém a fazer o que não está com vontade, nem permitir que os outros façam isto com você. É um direito de todas as pessoas não se submeterem a atos que não desejam. Infelizmente ainda é muito comum que os rapazes queiram transar com as namoradas dizendo que assim elas estão lhe dando
            “uma prova de amor”. Isto é um grande absurdo, pois transar com quem se gosta pode ser ato de amor, Paixão, carinho, respeito, mas nunca pode ser “prova” de nada. Fazer sexo é uma experiência maravilhosa, que deve ser compartilhada e desejada pelas pessoas que estão envolvidas, não deve ser jamais uma obrigação, um constrangimento e muito menos um ato de violência.
Apoio:
EED / Novib / Fund. Mac Arthur
SOS CORPO - Gênero e Cidadania
Rua Real da Torre, 593 Madalena
CEP 50610-000 Recife-PE
Fone: 81 3445.2086 Fax: 81 3445.1905

E.mail: sos@soscorpo.org.br

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sonhei que a gente se amava, mas não se aguentava. Que a gente tentava se entender, mas só conseguia se esquecer. Que por mais que se esforçasse, o amor não conseguia aparecer. Que por mais que tentasse, o amor insistia em tentar morrer. Era um amor suicida, sabe? Um amor que a gente não podia se descuidar, não podia deixá-lo sozinho, um amor que sempre errava o caminho, que não podia dividir o ninho.

Sonhei que a gente se amava e não se falava. Que a gente crescia separado, mas quando estava junto dava tudo errado. Que quanto mais longe a gente se afastava, mais a gente gritava, mais o nosso amor esfriava, o coração calava, a intenção errava. Era uma plantação de erros, sabe? Era tentar enxugar gelo. Era procurar no ovo um pelo. Um amor infantil, pouco gentil, um amor desses que a gente prende no canil.

Sonhei que a gente se amava, mas que se odiava. Que a gente não conseguia se olhar, que a gente mal conseguia caminhar, que o tempo ia passando e a gente não conseguia sair do lugar. Era um amor de contramão, um amor que carregava tatuado o não, um amor que só jogava a gente no chão. Um amor de boleia de caminhão, sabe? Daqueles que muda a paisagem a cada fronteira. Amor sem eira nem beira. Um amor de estrada. De noite gelada, de porta fechada, de história mal contada.

Sonhei que a gente se amava, mas não sabia como se amar. Ou sabia e não queria. Ou sabia e fingia que não via. Ou sabia e se iludia. Ou sabia e estragava tudo dia após dia. Sonhei com a gente. Sonhei com o amor. Sonhei que a gente se comportava como predador. Era um sonho que podia se bonito, mas que me deixou meio aflito, sem saber se deveria ter sido escrito, que não se entendia o que era dito, de futuro meio maldito.

Acordei engasgado. Entendi que era só um sonho e fiquei aliviado. Virei pro lado, fechei os olhos e voltei a dormir. Mas o sonho não voltou. Passou. Cessou. O amor sumiu, a gente sumiu, o sonho sumiu. E a noite, sem culpa, prosseguiu.


(Autor: Junior De Paula)